... deste poema que li na infância:
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.
Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
Assunto Fatalle
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A vida adulta sempre me lembra...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Pra quem gosta de história...
Se tem uma matéria que eu adorava no colégio era história. Sempre gostei muito de ler sobre as civilizações passadas, mas sempre preferi o período onde o politeísmo imperava e achava que a história depois do cristianismo ficou meio chata. Descobri que havia me enganado nesta suposição ao encontrar o portal da Revista História Viva da editora Duetto.
Lá voce encontra artigos e reportagens sobre os mais variados fatos da história mundial com um texto leve e interessante e, o melhor de tudo, voce não precisa pagar pela informação.
Foi acessando este site que descobri porque os argentinos detestam tanto os ingleses, de onde se originou a expressão "Inês é morta", porque Calígula inspira o nome de atores pornôs, a verdade sobre as ações dos templários e a incrível história do quase-imortal Rasputin.
Segue uma lista de links com as histórias que mais me supreenderam:
Boas descobertas!
Lá voce encontra artigos e reportagens sobre os mais variados fatos da história mundial com um texto leve e interessante e, o melhor de tudo, voce não precisa pagar pela informação.
Foi acessando este site que descobri porque os argentinos detestam tanto os ingleses, de onde se originou a expressão "Inês é morta", porque Calígula inspira o nome de atores pornôs, a verdade sobre as ações dos templários e a incrível história do quase-imortal Rasputin.
Segue uma lista de links com as histórias que mais me supreenderam:
Boas descobertas!
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Set-list: Enamorados...

Coisa boa esse sentimento de levitação que uma nova paixão trás, as borboletas na barriga... Pegar engarrafamento já não é tão estressante. Pessoas mau-humoradas não te incomodam mais. Toda e qualquer provocação vira poeira. Só não digo que minimiza a dor de uma topada do dedinho no canto do sofá porque essa dor é aguda demais.
Por isso enamorem-se. Se não for por uma pessoa que seja por uma situação, por uma esperança, por si mesmo, pela vida... Pois a paixão é o que move nossas vidas!
Porque falo paixão e não amor. Ahhh porque o amor é chato, o amor é a fase pós paixão onde tudo se acomoda, onde os arroubos de sentimentos não acontecem mais. O amor é estável e a paixão é combustão, o amor é afirmativa e a paixão é dúvida. Talvez algum dia eu veja graça no amor mas por enquanto eu prefiro a adrenalina e a devastação da paixão.
E hoje eu elaborei uma play-list (ou set-list, eu sempre troco os nomes) com 20 canções sobre, amor, paixão, tesão, encantamento e afins pra voces se inspirarem no Dia dos Namorados.



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Não sei porque mas Quintana sempre fala o que sinto:
"A saudade da amada criatura
é bem melhor do que a presença dela."
terça-feira, 1 de junho de 2010
Fé na Estrada
Em 2003 o escritor Dôdo Azevedo e a fotógrafa Luiza Leite resolveram refazer a rota que Jack Kerouac fez antes de escrever On the Road pra ver o que permanecia daquela época num Estados Unidos pós 11 de Setembro. Enfrentaram muitas descrenças e descobriram muitas crenças.
Quem já leu o livro de Kerouac sabe que o conteúdo é muito bom mas sinceramente o texto foi muito lisérgico pra mim. Mesmo após várias xícaras de café às vezes necessitava reler algumas passagens, ou colocar o dedo em algum trecho, para poder retomar o fôlego e conseguir ler o restante das recorrentes três páginas ininterruptas sem pontuação. Isso que não posso criticar Jack Kerouac pois eu por muitas vezes cometo o mesmo "erro" ou "costume" estando de cara, imagina o que um cara cheio de anfetaminas pode fazer.
Mas voltando ao projetos dos brasileiros, depois de sete anos surge "Fé na Estrada"; livro que será lançado em breve.
Veja o booktrailer e um trecho da obra.
Fonte: OGlobo
Quem já leu o livro de Kerouac sabe que o conteúdo é muito bom mas sinceramente o texto foi muito lisérgico pra mim. Mesmo após várias xícaras de café às vezes necessitava reler algumas passagens, ou colocar o dedo em algum trecho, para poder retomar o fôlego e conseguir ler o restante das recorrentes três páginas ininterruptas sem pontuação. Isso que não posso criticar Jack Kerouac pois eu por muitas vezes cometo o mesmo "erro" ou "costume" estando de cara, imagina o que um cara cheio de anfetaminas pode fazer.
Mas voltando ao projetos dos brasileiros, depois de sete anos surge "Fé na Estrada"; livro que será lançado em breve.
Veja o booktrailer e um trecho da obra.
Se me perco, não me encontro mais. São 9 horas da noite e a calçada da Broadway, na altura do número 800, ainda está quente. Sei disso porque minha bunda está na calçada, de novo. Bunda onde deveria estar o pé, de novo. Bob, ou Will, ou Bill, enfim, um dos balconistas da imensa livraria Strand, pergunta se estou bem. Sensacional, repito a resposta. Estava sendo sincero. Morri e fui para o paraíso. Uma livraria sem fim. Livros velhos e esquecidos. Livros perdidos. Depois de manjericão seco e azeite extra virgem, a coisa que eu mais gostos são livros. Tenho um fraco especial por livros perdidos. O senhor está bem? Os seus livros estão separados, um momento, vou buscá-los. Bill, Will ou Bob voltou com seis sacolas pesadas, cheias de livros perdidos pelos quais eu havia perdidamente me apaixonado. E comprado. E iria comprar mais, se o calor e o abafado não me tivessem feito desmaiar. Will, Bob ou Bill despediu-se de mim com um sorriso e uma saudação judaica. Ele havia ganhado uma gorjeta polpuda, dei a ele duas notas de 50 dólares. Bob Will Bill não iria mais esquecer deste grande brasileiro de gosto refinado, mão aberta, alma generosa, apreciador de livros perdidos. Levantei com as sacolas e antes de deixa Bob Bill partir, pedi-lhe um cigarro. Pus-me a caminhar com o cigarro aceso na boca e as mãos cheias de livros pesados e perdidos. Tudo o que é perdido é pesado. Bobagem, tudo o que é perdido é leve. Então os livros, de repente, ficaram leves. Na hora de decidir em que direção iria, tomei uma rápida e óbvia decisão - caminhar no contrafluxo do trânsito. Caminhava na calçada da direita, em direção a 14th St, passei pelo Regal Cinema Metro 4, mentalizei tenho que ver esse e aquele filme quando voltar ao Brasil e parei numa barraquinha de kebabs. Eu não fazia ideia do que era um kebab, mas a gente não faz ideia de tanta coisa nessa vida que uma dúvida a menos não faz mal. Pedi um kebab para um vendedor que eu podia apostar que entenderia "eu quero um kebab" até se fosse pedido em sânscrito. A Jerusalém do século XXI. Enquanto ele preparava o kebab, botei a mão na carteira. Sem dinheiro. Bom, eu havia levado para Nova Iorque 300 dólares. Cartões de crédito e traveler cheques havia deixado com minhas coisas em Boston, para não correr o risco de perdê-los na cidade grande. 100 dólares eu havia dado para o prestativo vendedor Bob Bill. Os outros 200 haviam, agora eu percebia, sido transmutados em livros perdidos na minha sacola. Não havia um dólar no meu bolso. Eu estava finalmente perdido e sem grana na maior cidade do mundo. A viagem havia terminado.
Fonte: OGlobo
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O que Keith Richards faria em seu lugar?

Parece até piada mas o livro "O que Keith Richards faria em seu lugar?" é uma obra de auto-ajuda baseada nos preceitos de sobrevivência do guitarrista mais highlander da face da Terra. A autora Jessica Pallington West reúne frases célebres do Guru-Richards dando dicas de como se livrar do que ele mais entende: problemas.
Saca só a resenha do livro:
Sábio, louco, genial; um guru, uma lenda: Keith Richards é tudo isso e muito mais. Foi do céu ao inferno dezenas de vezes. Sentiu a glória de ser um deus do rock, mas já foi preso, agredido, incriminado, intoxicado, desintoxicado, deserdado, desenganado. Perdeu um filho, alguns amigos, muito dinheiro e o juízo, mas não o bom humor.
Keith Richards desafia as leis da sociedade, da medicina e do bom senso e continua vivendo (e aprendendo) graças a uma filosofia de vida singular.
O Que Keith Richards Faria Em Seu Lugar? resume todo o saber desse profeta do século XXI para que você possa aprender a superar os erros do passado, confiar nos seus instintos, dar a volta por cima e fazer o que Keith sabe fazer melhor do que todos e em grande estilo: sobreviver.
Devo confessar que muitas vezes olhei pra um vídeo ou foto de Sir Richards e pensei:- Desse ano ele não passa. Mas de ano em ano acho que ele chega no centenário.
Minha próxima compra literária com certeza. Nem que seja para momentos de gargalhadas.
Fonte: Ed. Objetiva
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Xico Sá: um cafajeste matreiro.
"o amor é um beijo, dois beijos, três beijos, quatro beijos, cinco beijos... cinco beijos, quatro beijos, três beijos, dois beijos, um beijo... e FIM e pronto. Ninguém morre de amor nos trópicos."
Com essa frase romântica, sincera porém simultaneamente cafajeste eu abro a minha apresentação de um dos escritores contemporâneos que eu mais gosto; Xico Sá.
Venho lendo Xico Sá há muito tempo, desde a Revista Trip, e hoje acompanho mais suas colunas para o Yahoo. Seus textos sobre relacionamentos e a guerra homemxmulher são bem humorados e por vezes melodramáticos, mas fazem a gente se identificar. Posso afirmar que Xico Sá é um feminista com fins escusos; o de conquistar a alma feminina. Puxa o nosso saco que a gente gosta!
Recifense morando em São Paulo ele ainda guarda muito da malemolência que um falar arrastado de Pernambuco poderia trazer à sua literatura.
Pra quem quiser descobrir do que eu falo acesse o blog "O Carapuceiro"
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Somos todos Deuses!
Há alguns meses falei sobre o livro de Dan Brown e sua relação com a Maçonaria. Pois bem, terminei de ler o Símbolo Perdido esta semana e gostei bastante. O interessante das obras de Dan Brown é que são ficção mas abordam temas pouco conhecidos porém verdadeiros; e nesta obra o assunto crucial pra mim foi a ciência noética que é mencionada superficialmente na obra.
Esta ciência estuda o imenso potencial do cérebro humano. Existe um estudo que diz que as emoções são orgânicas mas os sentimentos advindos dela são criados pelo cérebro.
Sabe todas aquelas teorias que temos visto sobre a lei da atração, que as doenças se originam de sentimentos mal projetados, pensamento positivo e tudo o mais? Junte a isso a filosofia Hare Krishna que diz que ao invés de pedirmos graças à Deus deveríamos descobrir como ajudar a Ele e voce terá um pouco de noção sobre o que trata esta ciência. Também chamada de Mente de Deus pelo físico mundialmente famoso, Stephen Hawking, este potencial humano é profundamente descrito neste documentário com o autor-visionário-cientista Gregg Braden.
O documentário está em inglês no original mas com legendas em espanhol, e acredito que possa muito bem ser entendido por quem não domina nenhum dos idiomas.
PS> Plegaria = orações
Esta ciência estuda o imenso potencial do cérebro humano. Existe um estudo que diz que as emoções são orgânicas mas os sentimentos advindos dela são criados pelo cérebro.
Sabe todas aquelas teorias que temos visto sobre a lei da atração, que as doenças se originam de sentimentos mal projetados, pensamento positivo e tudo o mais? Junte a isso a filosofia Hare Krishna que diz que ao invés de pedirmos graças à Deus deveríamos descobrir como ajudar a Ele e voce terá um pouco de noção sobre o que trata esta ciência. Também chamada de Mente de Deus pelo físico mundialmente famoso, Stephen Hawking, este potencial humano é profundamente descrito neste documentário com o autor-visionário-cientista Gregg Braden.
O documentário está em inglês no original mas com legendas em espanhol, e acredito que possa muito bem ser entendido por quem não domina nenhum dos idiomas.
PS> Plegaria = orações
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Evite o risco de ser deserdado no Dia das Mães
Hoje ao olhar minha caixa de spams me deparei com uma promoção imperdível para o Dia das Mães: uma seladora. Pra quem não sabe uma seladora serve para embalar produtos à vácuo. Para atenuar a cafajestagem da sugestão a loja informa que o produto pode ser usado para conservar documentos e jóias. Alowwwww, lugar de anel é no dedo. Acaso uma mãe não usa suas jóias e deve embalá-las corretamente para o dia da partilha?
Por isso queridos não sejam joselitos da vida real e pensem com carinho ao presentear sua mãe, se não para preservar a herança que seja para preservar os dentes, heehehhe.
Pra ajudar mostro algumas sugestões de presentes que agradam. Não vou colocar roupas aqui porque se voce tiver uma mãe enjoada como a minha a probabilidade de ter que trocar na segunda é certa.
#1 Perfumes: um clássico do dia das mães e geralmente não tem erro.

#2 DVDs/Cds: Mãe gosta de filmes e de música. Aposte nos clássicos que com certeza vai agradar.

#3 Echarpe: É chique, é prático e vai fazer sua mãe se sentir uma estrela de Hollywood.

#4 Sapatos: toda mulher adora. Aposte nos modelos clássicos.

#5 Livros: Se sua mãe, como a minha, adora ler. Siga o mesmo conselhos dos DVDs, romances e clássicos.

#6 Bijuteria: das legais né, pelamordedeus não me venha com nada de borracha ou muito colorido. Pérolas sempre agradam.

#7 Flores: mãe gosta, e gosta muito. Recurso pra quem não tem a menor idéia do que presentear.

Agora é só se esbaldar naquele almoço caprichado de domingo. Eu vou ter que bancar a Cheff, hehehe.
Por isso queridos não sejam joselitos da vida real e pensem com carinho ao presentear sua mãe, se não para preservar a herança que seja para preservar os dentes, heehehhe.
Pra ajudar mostro algumas sugestões de presentes que agradam. Não vou colocar roupas aqui porque se voce tiver uma mãe enjoada como a minha a probabilidade de ter que trocar na segunda é certa.
#1 Perfumes: um clássico do dia das mães e geralmente não tem erro.

#2 DVDs/Cds: Mãe gosta de filmes e de música. Aposte nos clássicos que com certeza vai agradar.

#3 Echarpe: É chique, é prático e vai fazer sua mãe se sentir uma estrela de Hollywood.

#4 Sapatos: toda mulher adora. Aposte nos modelos clássicos.

#5 Livros: Se sua mãe, como a minha, adora ler. Siga o mesmo conselhos dos DVDs, romances e clássicos.

#6 Bijuteria: das legais né, pelamordedeus não me venha com nada de borracha ou muito colorido. Pérolas sempre agradam.
#7 Flores: mãe gosta, e gosta muito. Recurso pra quem não tem a menor idéia do que presentear.

Agora é só se esbaldar naquele almoço caprichado de domingo. Eu vou ter que bancar a Cheff, hehehe.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A Arte de Uldis
Uldis Zarins é um artista nascido na Republica Tcheca de Latvia e em 2004, após vários anos de estudos na Academia de Artes, descobriu um incrível talento para escultura na areia; técnica esta que migrou para o gelo e outros materiais como metal e bronze. Certamente suas esculturas feitas em areia devem conter um outro material para dar sustentação as construções, mas mesmo assim o que este artista faz com um material tão delicado é fascinante. Em seu site ArtOfUldis é possível encontrar todos os seus trabalhos e também uma série de livros sobre anatomia recomendados pelo artista com download gratuíto.


terça-feira, 27 de abril de 2010
Poetinha on-line
Agora todos os poemas de Vinicius de Morais estão disponíveis na integra para acesso on-line no site da Biblioteca Brasiliana USP.
Me lembro de ter feito um trabalho de Literatura sobre Vinicius no segundo grau e desde esta época sou apaixonada por seus poeminhas. Aproveito a deixa pra colocar dois dos meus preferidos, que são muitos.
Soneto do Maior Amor
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Um Signo: uma mulher (1975)
A mulher de leão
Brilha na escuridão
A mulher de leão,
Mesmo sem fome
Pega, mata e come
A mulher de leão
Não tem perdão
As mulheres de leão
Leoas são
Poeta, operário, capitão
Cidado com a mulher de leão!
São ciumentas e antagônicas
Solares e dominicais
Igneas, áureas e sadônicas
E muito, muito liberais
Claro que coloquei meu signo né... mas os das outras também é muito legal.
Me lembro de ter feito um trabalho de Literatura sobre Vinicius no segundo grau e desde esta época sou apaixonada por seus poeminhas. Aproveito a deixa pra colocar dois dos meus preferidos, que são muitos.
Soneto do Maior Amor
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Um Signo: uma mulher (1975)
A mulher de leão
Brilha na escuridão
A mulher de leão,
Mesmo sem fome
Pega, mata e come
A mulher de leão
Não tem perdão
As mulheres de leão
Leoas são
Poeta, operário, capitão
Cidado com a mulher de leão!
São ciumentas e antagônicas
Solares e dominicais
Igneas, áureas e sadônicas
E muito, muito liberais
Claro que coloquei meu signo né... mas os das outras também é muito legal.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Pingente Steampunk
O gênero Steampunk é o movimento que se baseia no conceito da evolução extremamente tecnológica relatado em obras de autores como Julio Verne sobre máquinas muito avançadas para a época, movidas à vapor.
Dias desses vi um vídeo sobre seguidores do Steampunk em São Paulo, os chamados steamers, durante um piquenique sob o sol escaldante da Capital de pedra. Detalhe, todos os participantes estavam vestidos a caráter com fraques de veludo e vestidos dotados de armações e muitos babados dignos da era vitoriana. Trajes lindos que poderiam servir de inspiração ao guarda-roupa sulista no inverno.
Baseado no steampunk a Tjep Studio desenvolveu lindos pingentes em formato de coração com centenas de engrenagens. O difícil vai ser pendurar no pescoço já que o menor mede 8 cm; mas para ser usado na decoração existem peças de 70 cm.
Se construir um pingente steampunk deve dar trabalho imagina trazer a era vitoriana aos dias de hoje.
Dias desses vi um vídeo sobre seguidores do Steampunk em São Paulo, os chamados steamers, durante um piquenique sob o sol escaldante da Capital de pedra. Detalhe, todos os participantes estavam vestidos a caráter com fraques de veludo e vestidos dotados de armações e muitos babados dignos da era vitoriana. Trajes lindos que poderiam servir de inspiração ao guarda-roupa sulista no inverno.
Baseado no steampunk a Tjep Studio desenvolveu lindos pingentes em formato de coração com centenas de engrenagens. O difícil vai ser pendurar no pescoço já que o menor mede 8 cm; mas para ser usado na decoração existem peças de 70 cm.
Se construir um pingente steampunk deve dar trabalho imagina trazer a era vitoriana aos dias de hoje.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
iPad no país das maravilhas
Tá todo mundo querendo lucrar em cima do Tim Burton. Até a apple com seu controverso iPad desenvolveu sua histórinha animada baseada no texto de Lewis Caroll:
Fiquei tontinha... tontinha :S
Fiquei tontinha... tontinha :S
quinta-feira, 1 de abril de 2010
BBB, Chimarrão e Astrologia Gaudéria

Como todos devem estar cientes, ontem terminou mais uma edição do Big Brother. Não venho aqui defender ou achincalhar o formato, nem tampouco filosofar acerca da importância do programa ou a idiotização da TV brasileira. Deixo isso para o chatos e os intelectuais xiitas.
Vejo o programa como um seriado qualquer da TV, não com o mesmo afinco que a minha mãe assiste as telenovelas, mas quando me interessa eu acompanho.
Nesta edição posso dizer que acompanhei sim o BBB por causa do meu orgulho gaudério e pra ver até onde iria o tal do Dourado. Ele ganhou e eu fiquei feliz. Feliz por ser um gaúcho e também porque durante o programa ele agiu como todo mundo age na vida real, se foi sincero ou não eu não sei. Mas quem nunca mandou outro calar a boca com maestria sem ligar em perder a "amizade"? Quem nunca falou uma grande idiotice sobre um assunto do qual não sabia bem? Quem nunca ficou cabreiro ao se ver inserido em um meio que não é o seu habitat natural? E quem nunca falou o que pensava sem se importar com o politicamente correto? Apesar de algumas vezes ter se mostrado infantil acho que ele mereceu. Um verdadeiro cavalheiro dos pampas, homem a moda antiga que anda fazendo falta ultimamente.
Hoje descobri que a mãe do Dourado é a escritora Rose de Portto Alegre , acostumei a acompanhar os textos da personagem que ela criou chamada "A Bruxa Gaudéria", uma psicanalista, astróloga que tem o sangue gaudério correndo nas veias. Os textos são muitos engraçados com um vocabulário gaúcho bem carregado, lançados no livro "A bruxa gaudéria e o bando de loco!".
Encerrando o assunto "O Fuxico" e entrando nas gauchices vi hoje na TV que o chimarrão faz bem ao coração e tem propriedades adstringentes que podem ser utilizadas em produtos cosméticos. Mazahhh já pensou tomar um chimas toda manhã, rejuvenescer e se livrar de um ataque cardíaco? Mais que especial de bom!
E como todo mundo tem um jeito de saborear o seu mate transcrevi um texto do livro da Rose encontrado na Página do Gaúcho que mostra como cada signo toma seu chimas.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Poeminhas de domingo... na segunda!

Quem me conhece também está habituado com a minha total falta de organização. Sabe aquele papo - Só me acho na bagunça?! No meu caso só me acho no holocausto. Mas ontem, domingão, resolvi dar um jeito na minha mesa do PC. Atividade esta que me tomou boa parte da tarde. Em meio a apostilas e contas pagas achei um livrinho com a compilação de alguns poemas de Mario Quintana.
Sempre achei a maioria dos poemas e poesias muitos chatos, rebuscados e estapafúrdios. Mas não sinto a mesma coisa com relação à obra de Quintana. Todos os seus poemas são muito simples, diretos e cheios de ironia o que permite a identificação de qualquer pessoa com eles.
Em especial me agradam os poeminhas curtos do "Espelho Mágico". Transcrevo alguns abaixo que falam sobre temas muito habituais a nós:
DA FELICIDADE
Quantas vezes a gente,
em busca da aventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora – que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
DA CALÚNIA
Sorri com tranqüilidade
Quando alguém te calunia.
Quem sabe o que não seria
Se ele dissesse a verdade...
DA AMIZADE ENTRE MULHERES
Dizem-se amigas... Beijam-se...
Mas qual! Haverá quem nisso creia?
Salvo se uma das duas, por sinal,
For muito velha, ou muito feia...
DA DISCRIÇÃO
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
DA OBSERVAÇÃO
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A mágica presença das estrelas!
Domingo é dia de faxina com literatura!!!
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